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Os anões são uma das raças civilizadas de Kishara. Como o nome implica, trata-se de uma raça formada por indivíduos de estatura menor que a humana (mas ainda assim maiores que metadílios ou gnomos), embora bastante resistentes e tenazes. Eles alegam que seus deuses os criaram a partir das rochas, o que explicaria suas capacidades físicas.

Anões costumam variar entre 3'6'' e 4'5'' (1,07 a 1,35 m) de altura, pesando entre 110 e 170 lb (50 a 77 kg). Esse peso não é devido a gordura, mas à densidade incomum de seus corpos. Os homens costumam ser maiores e mais pesados que as mulheres. Como os humanos, os anões possuem uma variedade de tons de pele, olhos e cabelo.

Cultura Editar

Governo Editar

Em geral, uma região ou comunidade nanica é governada por um líder que recebe o título de thanon. Esta palavra deriva de thënan “divindade”, implicando que o líder tem autoridade divina. Embora em boa parte das culturas nanicas, o thanon seja alguém laico, Pomóvia ainda reforça o caráter religioso do cargo, insistindo que os governantes sejam clérigos.

Honra Editar

Os anões são muito ligados ao seu conceito de honra, de forma que um anão que aparenta ter tendências caóticas é marginalizado. Perceber seu oponente como honrado é importante até mesmo pela compensação. A compensação é uma indenização que o anão dá em bens ou dinheiro aos familiares de qualquer pessoa honrada que ele matou, incluindo um inimigo em combate. O valor é estipulado com base no status social de cada morto e, em guerras, compete ao comandante do exército compensar o lado adversário com as mortes perpetradas. Entretanto, se a vítima assassinada é vista como desonrada — como um orco, por exemplo — o anão se exime de compensar qualquer coisa.

História Editar

Os anões traçam suas origens a Pomóvia, onde domesticaram javalis pela carne e para servirem de montaria. Desde seus primórdios, quando começaram a aproveitar as cheias dos rios descendo das montanhas para irrigar suas terras, eles aprenderam a cultivar o lúpulo para a fabricação de cerveja. Nas terras áridas próximas às montanhas, desenvolveram a mineração e a criação de uma liga desconhecida até então: o latão, já que suas terras eram ricas tanto em cobre quanto zinco. Suas montanhas não serviam apenas para minerar, eles construindo nas entranhas das mesmas catacumbas e mausoléus para venerarem seus mortos.

Os anões também foram a primeira raça a unir várias cidades-estado autônomas em uma grande coalizão que se tornou um império. Eles chamam este império primitivo de Primeiro Clanato, o qual durou cerca de 500 anos, até que o Fogo dos Céus desceu sobre o mundo.

Com as mudanças climáticas trazidas pelo Fogo dos Céus — muitas delas de natureza arcana — começou a chover ácido sobre a região montanhosa de Pomóvia. Não de forma constante, mas quando chovia era ácido. Às vezes, chuva normal caía, mas não se podia contar com isso. Tais intempéries sobrenaturais duraram por cerca de um século antes de cessarem. Elas destruíram a vegetação, espantaram a vida animal e tornaram desértica uma região já árida. Um período de pobreza, caos e revolução começou, derrubando o Primeiro Clanato. Vários anões, para se esconderem da morte corrosiva caindo dos céus, passaram a povoar as catacumbas e minas escavadas nas montanhas, ampliando-as. Este costume criou suas primeiras fortalezas subterrâneas desta raça.

Povos Editar

Do ponto de vista cultural e sociológico, os anões de Kishara podem ser divididos em cinco povos distintos — mais, se você considerar os derro e os duergar, que não serão tratados aqui.

Anões, As Brancas Editar

Os anões chegaram às Brancas ao serem rechaçados no cerco aos Campos Primaveris.

Anões, Cosmopolitas Editar

Estes anões já se integraram à sociedade de Alidan e seu comportamento é mais parecido com os humanos do que com seus ancestrais.

Anões, Montanhas Trovejantes Editar

Anões, Montes Malditos Editar

Anões, Pomóvia Editar

Pomóvia é a terra ancestral dos anões e, portanto, os que lá vivem ainda se apegam a valores antigos da raça. Homens deixarão a barba crescer e terão orgulho da mesma. Mulheres farão os mesmos com os cabelos e, em combate, amarrarão suas longas tranças sob o queixo, dando impressão que também possuem barba.

Em Pomóvia, religião e estado são a mesma coisa. O thanon não é simplesmente o chefe de uma comunidade ou região, mas também é clérigo de uma divindade nanica. Em outras palavras, Pomóvia é dividida em diversas teocracias locais.

Treinamento marcial nanico. Os anões de Pomóvia nunca se identificaram com machados (um instrumento usado para cortar árvores ao invés de escavar). Eles são mineradores. Anões provenientes desta cultura adquirem proficiência com malho, martelo de guerra e picareta de guerra ao invés das proficiências dadas pelo treinamento marcial nanico normal.

Anões, Rîn En-Tuluzavu Editar

Os anões de Rîn En-Tuluzavu são chamados de “anões do deserto”, habitando as areias desta região. Por esta razão, exibem uma pele morena, queimada pelo sol. Estes anões são acostumados com a escassez e toda sua cultura se desenvolveu em torno da valorização do que se tem. Eles odeiam qualquer desperdício, especialmente de água e comida. Além disso, em combate, eles aprenderam a usar sua tolerância ao veneno como vantagem, usando veneno de escorpião em suas lâminas.

Treinamento marcial nanico. Se você criar um anão proveniente de Rîn En-Tuluzavu, substitua as proficiências normais de seu treinamento marcial nanico por proficiência com azagaias, lanças e glaives.

Nomes Editar

O idioma nanico é cheio de consoantes, mas não contém as letras C, J, P, Q, W, X e Y. Em compensação, DH, KH, NG e TH são consideradas uma consoante só. Palavras nanicas não começam em vogal. A maioria dos nomes nanicos possui três consoantes. A vogal E é rara e curta, marcada sempre por trema na transcrição (Ë) para lembrar deste caráter curto. Acentos circunflexos indicam vogais longas: Â, Î, Ô, Û.

Uma característica dos anões é colocarem honoríficos após os nomes. Os principais são "-rad" (usado para alguém tido como tendo status superior), "-gun" (equivalente a "senhor", "senhora", mas usado com pessoas de mesmo status social aparente), "-zuk" (usado pelos mais velhos para se referir aos mais jovens) e "-tuta" (honorífico usado para bebês, animais de estimação e pessoas percebidas como "fofas").

Nomes masculinos: Badru, Bufur, Dolan, Dondi, Druk, Figar, Gilli, Grima, Grin, Gumur, Gunar, Gund, Hark, Higmu, Hlaf, Hodom, Hral, Kamuk, Morgi, Mrad, Losk, Nils, Rugar, Stig, Tôrg, Zimuk

Nomes femininos: Berta, Budila, Dalba, Gunil, Greta, Griti, Hagna, Hangi, Hilka, Hingr, Hluva, Kotri, Lori, Ludhna, Mursa, Rikka, Rusil, Stina, Torra, Trud

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